Devoção

A Medalha Milagrosa (Rue du Bac, 1830)

Devoção nascida do relato de Santa Catarina Labouré, religiosa em Paris, sobre aparições em 1830 e o pedido de que se cunhasse uma medalha.

Maria de pé sobre uma lua crescente, em vestido rosa e manto azul, mãos postas e olhar ao alto, num céu dourado com nuvens, entre dois anjos.
Guido Reni, A Imaculada Conceição, 1627.Autoria: Guido Reni. Acervo: The Metropolitan Museum of Art, Nova York. Licença: CC0 1.0 (Open Access do The Metropolitan Museum of Art). OrigemVer a obra inteira

Tipo de conteúdo: Relato devocional

O relato

Segundo a página da congregação das Filhas da Caridade, Catarina Labouré, religiosa em Paris, relatou que em 27 de novembro de 1830 viu Maria e ouviu um pedido: mandar cunhar uma medalha segundo o modelo que lhe foi mostrado. A inscrição do anverso diz: «Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós»; no reverso aparecem a letra M encimada por uma cruz e os Sagrados Corações. As primeiras 2.000 medalhas ficaram prontas em 30 de junho de 1832, depois da permissão do arcebispo de Paris, Hyacinthe de Quélen.

Fontes: Santa Catarina Labouré e a Medalha Milagrosa (Filhas da Caridade, EUA)

Tipo de conteúdo: Nota editorial

Uma medalha não é um amuleto

Este projeto não apresenta a medalha como garantia de proteção, de cura ou de qualquer resultado. Ela é um objeto devocional que ajuda a lembrar de Maria e a rezar, e a devoção não substitui o cuidado médico nem os sacramentos.

Sem fonte específica: nota editorial do projeto.

Atribuição

Quem atribui, e com que limites

Natureza
Revelação privada (relato de uma religiosa)
Atribuída a
Santa Catarina Labouré, Filha da Caridade
Como chegou até nós
Segundo a congregação, a segunda aparição relatada foi em 27 de novembro de 1830 e o pedido de uma medalha foi transmitido às autoridades; as primeiras 2.000 medalhas ficaram prontas em 30 de junho de 1832, com a permissão do arcebispo de Paris.
Limites documentais
Revelações privadas não pertencem ao depósito da fé e ninguém é obrigado a crer nelas. Não foi lido nesta edição nenhum documento do arcebispo de Paris nem da Santa Sé sobre o caso, e as datas de beatificação e canonização de Catarina não foram conferidas.

Promessas atribuídas

Segundo o relato da vidente, a fala atribuída a Maria é: «Todos os que a trouxerem, quando abençoada, receberão grandes graças».

Atribuída a: Santa Catarina Labouré, em seu relato da aparição de 27 de novembro de 1830 · Origem: Relato de uma revelação privada, transmitido pela congregação das Filhas da Caridade; documento original não lido · Natureza: Fala atribuída à Virgem pela vidente; não é definição da Igreja

Limites: A palavra «graças» não é promessa de resultado específico nem garantia automática. Revelações privadas não obrigam a fé. A tradução da frase é nossa, a partir do inglês.

Fontes: Santa Catarina Labouré e a Medalha Milagrosa (Filhas da Caridade, EUA)

O que ainda falta pesquisar

  • O documento do arcebispo de Paris e eventuais pronunciamentos da Santa Sé sobre a medalha não foram lidos.
  • A primeira aparição relatada (a datação em 18 de julho de 1830, comum em outras fontes) não consta da página lida e não é afirmada aqui.
  • As datas de beatificação e de canonização de Catarina Labouré não foram conferidas em fonte oficial.

Última verificação documental: · Revisão teológica humana: ainda não realizada.