Lourdes (França), 1858
Entre 11 de fevereiro e 16 de julho de 1858, uma jovem chamada Bernadette Soubirous relatou dezoito aparições da Mãe de Deus na gruta de Massabielle. Em 1862, o bispo local reconheceu as aparições e autorizou o culto.
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Entre 11 de fevereiro e 16 de julho de 1858, uma jovem chamada Bernadette Soubirous relatou dezoito aparições da Mãe de Deus na gruta de Massabielle. Em 1862, o bispo local reconheceu as aparições e autorizou o culto.
A partir de 13 de maio de 1917, três crianças relataram aparições na Cova da Iria, na paróquia de Fátima. Em 13 de outubro de 1930, o Bispo de Leiria declarou dignas de crédito as visões e permitiu oficialmente o culto de Nossa Senhora de Fátima.
Oração que percorre, com Maria, os mistérios da vida de Jesus: uma sequência de Pai-Nosso, Ave-Marias e Glórias, meditando vinte mistérios em quatro ciclos.
Convites que o santuário de Lourdes apresenta como transmitidos a Bernadette: conversão, oração pelos pecadores, a fonte e a procissão.
Devoção nascida do relato de Santa Catarina Labouré, religiosa em Paris, sobre aparições em 1830 e o pedido de que se cunhasse uma medalha.
Título que nomeia Maria a partir do lugar das aparições relatadas em 1858 em Lourdes, na França.
Título que nomeia Maria a partir da Cova da Iria, em Fátima, Portugal, onde três crianças relataram aparições em 1917.
Título ligado ao dogma definido em 1854: Maria foi preservada do pecado original desde o primeiro instante da sua conceição.
O título mais antigo e mais central: Maria é a mãe de Jesus, que é Deus feito homem.
Imagem pequena da Imaculada Conceição, de barro, encontrada em 1717 por pescadores no rio Paraíba do Sul, hoje padroeira do Brasil.
Título ligado à imagem venerada na Basílica do Tepeyac, na Cidade do México, e à narrativa das aparições a Juan Diego em 1531.
Título ligado à aldeia católica de Donglü (Hebei) e à narrativa de proteção durante a Revolta dos Boxers, em 1900.
Título ligado às aparições relatadas a Adele Brise, em 1859, em Champion (Wisconsin, EUA), aprovadas como dignas de crença pelo bispo de Green Bay em 2010.
Aparições relatadas a três jovens em Kibeho, em Ruanda, a partir de 1981, declaradas autênticas pelo bispo de Gikongoro em 2001.
Aparição relatada a dois pastores, em 1846, nos Alpes franceses, declarada digna de crédito pelo bispo de Grenoble em 1851.
Acontecimentos relatados em torno de uma estátua de Maria em Akita (Japão), a partir de 1973; o bispo de Niigata reconheceu em 1984 o caráter sobrenatural e autorizou a veneração em sua diocese, aguardando juízo definitivo da Santa Sé.
Oito aparições relatadas a Mariette Beco, em 1933, em Banneux (Bélgica), reconhecidas pelo bispo de Liège em 1949.
Aparição relatada em 21 de agosto de 1879, na parede de uma igreja em Knock (Irlanda), com Maria, São José, São João e o Cordeiro eucarístico; as comissões de inquérito julgaram confiáveis as testemunhas.
Título do santuário de Vailankanni (Tamil Nadu, Índia), ligado a três tradições locais do século XVI e elevado a basílica menor em 1962.
Maior santuário mariano do Brasil, em Aparecida (SP), onde fica a imagem encontrada em 1717.
Basílica no Tepeyac onde está a imagem; João Paulo II a chamou de coração mariano do México e da América.
Igreja da aldeia de Donglü, perto de Baoding, ligada ao título Nossa Senhora da China.
Capela na casa-mãe das Filhas da Caridade, em Paris, ligada ao relato de Catarina Labouré.
Basílica papal em Roma, a maior igreja dedicada a Maria na cidade, onde é venerado o ícone Salus Populi Romani.
Santuário mariano em Loreto (Itália), que guarda a casa que a tradição liga à Sagrada Família.
Catedral gótica da arquidiocese de Paris, dedicada à Virgem Maria.
Catedral gótica dedicada à Virgem Maria, a cerca de 80 km a sudoeste de Paris.
Devoção inglesa ligada a uma visão relatada em 1061; é venerada por católicos, anglicanos de tradição alta e ortodoxos de rito ocidental.
Abadia beneditina na montanha de Montserrat, que guarda a imagem da Virgem de Montserrat.
Catedral-basílica de Saragoça dedicada a Nossa Senhora do Pilar, tida como a primeira igreja dedicada a Maria.
Mosteiro real do século XIV em Guadalupe (Espanha), distinto do santuário mexicano de mesmo nome.
Santuário numa gruta das Astúrias dedicado à Virgem de Covadonga.
Santuário nacional da Baviera, chamado «Lourdes da Alemanha».
Mosteiro beneditino suíço, o maior lugar de peregrinação da Suíça, onde se venera a Madona Negra na Capela da Graça.
Basílica austríaca da Natividade da Virgem Maria, principal destino de peregrinação cristã da Áustria.
Mosteiro e santuário mariano da Polônia, onde está o ícone de Nossa Senhora de Częstochowa.
Maior igreja da Polônia, no Santuário de Nossa Senhora das Dores, Rainha da Polônia.
Santuário mariano e basílica menor em Pompeia (Itália), fundado por Bartolo Longo e sua esposa.
Basílica moderna em Siracusa, dedicada à Madonna delle Lacrime (Virgem das Lágrimas).
Basílica menor em Lyon, construída com recursos privados entre 1872 e 1896.
Basílica de Marselha, conhecida como «la Bonne Mère» (a Boa Mãe), símbolo da cidade.
Santuário mariano de Braga, um dos mais frequentados de Portugal.
Basílica menor dedicada a Nossa Senhora de Luján, devoção ligada à Argentina.
Basílica menor no centro histórico de Montreal (Canadá), dedicada a Nossa Senhora.
Santuário nacional e basílica menor dos Estados Unidos, dedicado a Maria sob o título de Imaculada Conceição.
Catedral e basílica de Caacupé (Paraguai), sede da diocese de Caacupé.
Santuário do século XVII na cidade de Copacabana, no lago Titicaca, dedicado a Nossa Senhora de Copacabana.
Basílica de Cartago (Costa Rica), dedicada à Virgem dos Anjos, a «Negrita».
Basílica menor de Belém (Pará), construída no lugar em que a imagem de Nossa Senhora de Nazaré teria sido encontrada.
Basílica em Tegucigalpa que guarda a pequena imagem de Nossa Senhora de Suyapa.
Basílica menor e catedral de Higüey, dedicada a Nossa Senhora da Altagracia, padroeira do país.
Igreja católica em Nazaré, uma das duas que reivindicam o lugar da Anunciação.
Igreja construída em torno de um túmulo antigo escavado na rocha, no vale do Cedron, venerado como túmulo de Maria.
Santuário católico no Monte Koressos, perto de Éfeso, ligado a uma tradição que situa ali os últimos anos de Maria.
Santuário mariano e lugar de peregrinação em Harissa, no Líbano, ligado ao Patriarcado Maronita.
Basílica menor da Costa do Marfim, registrada pelo Guinness como a maior igreja do mundo.
Basílica de Argel, origem da devoção moderna a Nossa Senhora da África.
Santuário nacional de Maria Auxiliadora perto de Xangai; lugar diferente de Donglü.
Catedral e santuário internacional em Antipolo (Filipinas), onde se venera uma imagem negra de Maria.
Imagem venerada de Maria em Manaoag (Filipinas), chamada localmente «Apo Baket».
Catedral e basílica menor de Sydney, dedicada a Nossa Senhora Auxiliadora, padroeira da Austrália.
Santuário em torno da gruta de Massabielle, em Lourdes (França), onde Bernadette Soubirous relatou dezoito aparições em 1858.
Santuário em Cova da Iria, na paróquia de Fátima (Portugal), onde três crianças relataram aparições em 1917.
Festa da padroeira do Brasil; 12 de outubro é também feriado nacional no Brasil.
Festa de Nossa Senhora de Guadalupe, em 12 de dezembro.
Solenidade que abre o ano civil, em honra da maternidade divina de Maria.
Memória facultativa ligada a Lourdes.
Solenidade do anúncio do anjo a Maria (Lc 1,26-38); é festa do Senhor com forte dimensão mariana.
Memória facultativa ligada a Fátima.
Festa da visita de Maria a Isabel (Lc 1,39-56).
Memória facultativa de Maria sob o título do Monte Carmelo.
Memória dos pais de Maria, segundo a tradição (não nomeados no Novo Testamento).
Solenidade da Assunção.
Memória de Maria como Rainha.
Festa do nascimento de Maria.
Memória facultativa do nome de Maria.
Memória de Maria junto à cruz de Jesus.
Memória ligada à devoção do Rosário.
Memória da apresentação de Maria no Templo.
Solenidade da Imaculada Conceição de Maria.
Memória celebrada no sábado depois do Sagrado Coração de Jesus.
Memória instituída pelo papa Francisco em 2018, na segunda-feira depois de Pentecostes.
A oração com que começa e termina a oração cristã.
Doxologia trinitária rezada ao fim de cada dezena do Rosário.
A saudação a Maria que combina palavras do Evangelho e um pedido de intercessão; núcleo do Rosário.
Antífona mariana tradicional, frequentemente rezada ao final do Rosário.
Antiga prece de confiança em Maria nas necessidades.
O cântico de Maria em Lc 1,46-55, rezado na liturgia das horas.
Oração que recorda a Anunciação e a Encarnação.
Maria é mãe de Jesus, que é Deus feito homem. Por isso, a Igreja a chama Mãe de Deus (Theotokos).
A Igreja confessa que Maria foi virgem ao conceber Jesus, ao dá-lo à luz e para sempre.
Dogma definido em 1854: Maria foi preservada do pecado original desde o primeiro instante de sua conceição, em previsão dos méritos de Cristo.
Dogma definido em 1950: Maria, terminado o curso da vida terrena, foi assunta em corpo e alma à glória celeste.
Católicos veneram Maria, mas só adoram a Deus. O Catecismo diferencia os dois cultos.
Aparições como as de Lourdes e Fátima são tratadas pela Igreja como revelações privadas. Elas ajudam a viver a fé, mas não a completam.
Visão geral do que o santuário informa sobre curas inexplicadas e milagres reconhecidos, com os limites da pesquisa atual.
Promessas devocionais precisam de origem, atribuição e fonte. Sem isso, não são publicadas.
Nazaré, uma aldeia da Galileia, no tempo de Herodes e de Augusto: o que os Evangelhos, a arqueologia e a história permitem afirmar sobre o mundo de Maria, e o que continua desconhecido.
Os Evangelhos não mencionam os pais de Maria. Joaquim e Ana aparecem em narrativas apócrifas antigas, lidas com respeito pela tradição, mas que não são Escritura. Aqui estão o que contam, de onde vêm e o que dizem sobre o anjo.
Os Evangelhos canônicos não narram o nascimento nem a infância de Maria. O que se conta vem de narrativas apócrifas e de tradição, e a liturgia celebra a Natividade e a Apresentação de Maria sem tornar cada detalhe um fato histórico.
O desposório, o anúncio a José em sonho, o ofício de José e o que a Igreja ensina sobre os «irmãos de Jesus». O anúncio a José é distinto da Anunciação a Maria.
O anjo Gabriel é enviado por Deus a Nazaré, a Maria. Este é o relato de Lucas, o consentimento de Maria e o que a Igreja ensina sobre ele.
Maria vai às montanhas de Judá visitar Isabel. A saudação de Isabel e o cântico de Maria, o Magnificat, e a sua relação com a Escritura.
O nascimento de Jesus em Belém, narrado por Lucas e por Mateus em relatos distintos: pastores em Lucas, magos em Mateus. O capítulo mantém os dois separados.
A circuncisão e a apresentação no Templo, Simeão e Ana, a fuga para o Egito, o retorno, Nazaré e Jesus encontrado no Templo. Lucas e Mateus contam coisas diferentes, e aqui cada Evangelho é apresentado como é.
Caná, as passagens em que a mãe de Jesus aparece durante o seu ministério, o discipulado e a escuta da Palavra, e a relação entre a maternidade de Maria e a missão de Cristo.
Maria junto à cruz segundo João, o discípulo amado, a profecia de Simeão, a devoção às dores de Maria e a Pietà, uma imagem devocional que os Evangelhos não descrevem.
O que os textos bíblicos dizem de Maria depois da Páscoa: ela aparece em Atos 1,14, em oração com a comunidade. O que é tradição, e a questão de onde Maria viveu seus últimos anos.
Duas palavras para uma mesma festa: no Oriente, Dormição; no Ocidente, Assunção. O que a liturgia, os Padres e os relatos antigos dizem, e o que a Igreja definiu em 1950. A Bíblia não narra o fim da vida de Maria.
Mãe de Deus, sempre Virgem, Imaculada, Assunta e Mãe da Igreja: um percurso pelo ensino católico sobre Maria, com ligações para as páginas de aprofundamento.
O título «Mãe da Igreja»: o que o Concílio Vaticano II ensina sobre a maternidade de Maria na ordem da graça, a declaração de Paulo VI em 1964 e a memória litúrgica instituída em 2018.
Maria é apresentada nos Evangelhos como a mãe de Jesus e esposa de José.
Os Evangelhos canônicos não informam os nomes dos pais de Maria.
Lucas 1,26-38 situa a Anunciação em Nazaré, na Galileia.
Lucas 1,39-56 narra a visita de Maria a Isabel.
Mateus 1 apresenta a origem de Jesus em relação à história de Israel.
Lucas 2 relaciona a viagem a Belém a um recenseamento.
Lucas situa a circuncisão e a nomeação de Jesus no oitavo dia.
Mateus 2 narra a chegada de magos vindos do Oriente.
Lucas descreve Jesus crescendo e fortalecendo-se após o retorno a Nazaré.
João 2 situa Maria numa festa de casamento em Caná da Galileia.
João 19 menciona a mãe de Jesus junto à cruz.
Os Evangelhos narram diversas aparições de Jesus ressuscitado.
A maternidade divina afirma que Jesus, filho de Maria, é verdadeiramente Deus encarnado.
O Rosário é uma oração de meditação sobre os mistérios de Cristo com Maria.
A devoção a Aparecida começou com o encontro de uma imagem em 1717.
Guadalupe está ligada ao monte Tepeyac, no México.
Fátima está ligada aos relatos de três crianças portuguesas em 1917.
Lourdes está ligada a Bernadette Soubirous e à gruta de Massabielle.
O Santuário de Lourdes mantém um serviço dedicado à avaliação de curas relatadas.
Catherine Latapie aparece no catálogo com reconhecimento em 18 de janeiro de 1862.
Siracusa fica na Sicília, no sul da Itália.
O acontecimento de La Salette é situado em 19 de setembro de 1846.
Knock é um lugar de peregrinação mariana na Irlanda.
Banneux está ligada a Mariette Beco e a acontecimentos de 1933.
Kibeho fica em Ruanda, na África.
Donglü também aparece em transliterações como Donglu, Dong Lu e Donglv.
La Vang é um importante centro de devoção mariana no Vietnã.
Nossa Senhora de Luján é venerada como padroeira da Argentina.
Walsingham é uma referência da devoção mariana inglesa.
Muxima é um centro de peregrinação mariana de Angola.
A arte mariana interpreta a fé mediante formas, cores, gestos e materiais.
As revelações privadas não acrescentam uma nova etapa à revelação cristã definitiva.
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