Aparição relatada · Imagem ou ícone venerado · Santuário

Nossa Senhora da China (Donglü)

Título ligado à aldeia católica de Donglü (Hebei) e à narrativa de proteção durante a Revolta dos Boxers, em 1900.

Maria com o Menino, ambos com vestes e coroas imperiais chinesas, em pintura antiga.
Nossa Senhora da China, em imagem de cerca de 1900, com vestes imperiais.Autoria: Autoria desconhecida (conforme o Commons). Acervo: Wikimedia Commons. Licença: Public domain (conforme declarado na página do arquivo no Wikimedia Commons). Origem

Tipo de conteúdo: Relato

A narrativa de 1900

Segundo relatos católicos de apoio (notícia de agência católica e texto de uma conferência episcopal, não documentos eclesiais), durante a Revolta dos Boxers, em 1900, a aldeia católica de Donglü foi cercada por milhares de revoltosos. Os fiéis e o sacerdote invocaram a Virgem Maria; a narrativa diz que apareceu uma mulher de branco, cercada de luz, e que os atacantes recuaram. Um dos textos acrescenta a figura de um cavaleiro de fogo, que se acredita ser São Miguel. Os números variam entre as fontes (por exemplo, 700 fiéis cercados por milhares, ou 10 mil atacantes), e nenhuma delas é documento contemporâneo.

Fontes: Mary Help of Christians, protector of Chinese Catholics (UCA News); Boxer Rebellion and Our Lady of China (Conferência Episcopal da Inglaterra e do País de Gales)

Tipo de conteúdo: Arte e iconografia

A imagem de Nossa Senhora da China

O texto da conferência episcopal inglesa diz que o padre mandou fazer uma pintura da Virgem e do Menino com vestes imperiais douradas, pois o amarelo é a cor imperial na cultura chinesa, e que ela se tornou a imagem de Nossa Senhora da China, Rainha da China. Esta é uma imagem de identidade chinesa, não de estilo renascentista europeu. Um verbete terciário fala em outra versão da origem (pintor francês em Xangai, 1908); as fontes divergem e o ponto fica aberto.

Fontes: Boxer Rebellion and Our Lady of China (Conferência Episcopal da Inglaterra e do País de Gales); Our Lady of China (Wikipédia em inglês)

Tipo de conteúdo: Informação histórica documentada

O santuário

A igreja de Donglü foi construída no fim da década de 1880 (verbete terciário), destruída em 1941 e reconstruída entre 1989 e 1992, dedicada a Maria Auxiliadora. Segundo a notícia, em 1924 os bispos da China, reunidos no Sínodo de Xangai, estabeleceram a igreja como santuário, e em 1932 o papa Pio XI teria aprovado o culto. Esses atos são relatados pela notícia, e os documentos originais não foram localizados; por isso não aparecem no histórico de decisões.

Fontes: Mary Help of Christians, protector of Chinese Catholics (UCA News); Donglü (Wikipédia em inglês)

Tipo de conteúdo: Relato

O relato de 1995

Segundo a notícia, milhares de fiéis, entre eles quatro bispos e cem sacerdotes, relataram que em 23 de maio de 1995 houve um movimento extraordinário do sol no santuário. É um relato de fiéis, sem reconhecimento eclesial documentado nesta edição; a notícia afirma ainda que as autoridades de segurança passaram a impedir a peregrinação.

Fontes: Mary Help of Christians, protector of Chinese Catholics (UCA News)

Tipo de conteúdo: Nota editorial

Donglü e Sheshan são lugares diferentes

O santuário de Nossa Senhora de Sheshan, perto de Xangai, é outro lugar, também dedicado a Maria Auxiliadora. Na carta aos católicos da China (2007), Bento XVI propôs 24 de maio, memória de Nossa Senhora Auxiliadora venerada em Sheshan, como dia de oração pela Igreja na China; a carta não menciona Donglü.

Fontes: Mary Help of Christians, protector of Chinese Catholics (UCA News); Carta do Papa Bento XVI aos católicos da China (27 de maio de 2007)

Tipo de conteúdo: Nota editorial

Cautela com as fontes

As fontes usadas são notícias e textos de divulgação. Uma delas localiza Donglü na província de Hubei, o que é erro (Donglü fica em Hebei), e a notícia da carta de Bento XVI traz o ano errado. Esses erros foram identificados e não foram copiados.

Fontes: Boxer Rebellion and Our Lady of China (Conferência Episcopal da Inglaterra e do País de Gales); Mary Help of Christians, protector of Chinese Catholics (UCA News)

O que ainda falta pesquisar

  • Nenhum documento eclesial primário foi lido: o Sínodo de Xangai (1924), a aprovação atribuída a Pio XI (1932) e a posição atual da Igreja sobre o relato de 1900 e o de 1995 precisam ser localizados.
  • A pintura original e sua história (autor, data, destruição e recriação) têm versões divergentes.
  • As fontes em chinês e os estudos históricos sobre a Revolta dos Boxers em Donglü não foram lidos.
  • O relato de 1995 não tem avaliação eclesial documentada nesta edição.

Última verificação documental: · Revisão teológica humana: ainda não realizada.