
Em linguagem simples
Em 1862, o bispo da diocese de Tarbes julgou que a Imaculada Maria, Mãe de Deus, realmente apareceu a Bernadette Soubirous, e a decisão autorizou o culto no local. Quem decidiu foi o bispo local, não o Papa. É um reconhecimento de uma revelação privada, que não obriga os fiéis a crer.
Reconhecer uma aparição, autorizar o culto, dar nihil obstat e reconhecer um milagre são decisões diferentes. Aqui só constam as decisões listadas abaixo, com o documento de cada uma.
Tipo de conteúdo: Relato
O que foi relatado
Segundo o santuário de Lourdes, as aparições ocorreram entre 11 de fevereiro e 16 de julho de 1858, na gruta de Massabielle, e Bernadette Soubirous contemplou a Mãe de Deus dezoito vezes. Na última, em 16 de julho, ela contou que a Virgem não falou e estava mais bela do que nunca.
Fontes: The apparitions in Lourdes
Tipo de conteúdo: Revelação privada (relato)
Palavras atribuídas à Virgem, segundo o relato de Bernadette
O santuário apresenta estas palavras como relatadas por Bernadette: na 3ª aparição (18 de fevereiro de 1858), «o que tenho a dizer-te não precisa de ser escrito» (em inglês no original consultado: «what I have to say to you does not have to be written down»); depois, «Penitência, penitência, penitência. Rezai pelos pecadores»; na 9ª aparição, o pedido de ir à fonte, beber e lavar-se; na 13ª, o pedido de vir em procissão e de construir uma capela. As traduções para o português são nossas, a partir da página em inglês do santuário.
Fontes: The message of Lourdes
Tipo de conteúdo: Informação histórica documentada
O inquérito da Igreja
O reconhecimento apoiou-se no trabalho de uma Comissão de Inquérito constituída em 1858, encarregada de verificar a autenticidade e a natureza dos fatos. Quase quatro anos depois das aparições, em 18 de janeiro de 1862, o Bispo de Tarbes publicou o seu mandamento.
Tipo de conteúdo: Doutrina da Igreja
Como a Igreja entende um acontecimento assim
Mesmo quando a Igreja reconhece uma aparição, isso não a transforma em parte da Revelação. O Catecismo (§ 67) ensina que as revelações privadas «não pertencem ao depósito da fé» e que o seu papel é ajudar a viver a Revelação de Cristo mais plenamente numa época. Em outras palavras, segundo esse ensino, a fé católica não se apoia em aparições particulares: esta é a leitura do projeto, e não uma citação do Catecismo.
Fontes: Catecismo da Igreja Católica, §§ 50-141 (Revelação e Escritura)
Histórico de decisões eclesiais
Cada decisão aparece com a sua autoridade, data, alcance e documento. Decisões anteriores a 2024 não são reclassificadas com a terminologia das normas de 2024.
Decisão eclesial documentada: Reconhecimento da aparição e Autorização de culto
18 de janeiro de 1862. Mons. Laurence, Bispo de Tarbes
- Autoridade
- Mons. Laurence, Bispo de Tarbes (Bispo diocesano)
- Alcance e limites
- Decisão de um bispo diocesano (mandamento). Não se trata de um pronunciamento do Dicastério para a Doutrina da Fé; decisões e atos posteriores da Santa Sé sobre Lourdes não foram pesquisados nesta versão.
- Documento
- Mandamento do Bispo de Tarbes, 18 de janeiro de 1862
- Trecho citado (fr)
Nous jugeons que l'Immaculée Marie Mère de Dieu, a réellement apparu à Bernadette Soubirous, le 11 février 1858 et jours suivants, au nombre de dix-huit fois
- Fonte consultada
- La reconnaissance des apparitions de Lourdes. A fonte é a página do santuário que cita o mandamento. O texto integral do mandamento ainda precisa ser localizado e lido.
O que ainda falta pesquisar
- Texto integral do mandamento de 1862 não consultado.
- Contexto histórico e social da França de 1858 e estudos acadêmicos sobre Lourdes: pesquisa pendente.
- Coordenadas verificadas da gruta: pendentes.
Não encontrar uma fonte não significa que a Igreja tenha rejeitado ou deixado de se pronunciar. Significa apenas que ela não foi lida nesta edição.
Última verificação documental: · Revisão teológica humana: ainda não realizada.

