Tipo de conteúdo: Relato bíblico
Circuncisão e apresentação no Templo
Lucas conta que, passados oito dias, o menino foi circuncidado e recebeu o nome de Jesus, o nome dado pelo anjo antes de ser concebido (Lc 2,21). Cumpridos os dias da purificação, segundo a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para apresentá-lo ao Senhor, e ofereceram «um par de rolas ou dois pombinhos» (Lc 2,22-24). O Concílio Vaticano II chama isso de «oferta dos pobres» (LG 57).
Fontes: Evangelho segundo Lucas (Nova Vulgata); Constituição dogmática Lumen Gentium, capítulo VIII (Concílio Vaticano II)

Tipo de conteúdo: Relato bíblico
Simeão e Ana
Um homem justo e piedoso, de nome Simeão, esperava a consolação de Israel e o Espírito Santo estava sobre ele (Lc 2,25). Simeão bendiz os pais e diz a Maria que o menino está colocado para queda e elevação de muitos em Israel e como sinal de contradição, e que uma espada atravessará a sua própria alma, «para que sejam revelados os pensamentos de muitos corações» (Lc 2,34-35). Também a profetisa Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser, viúva de oitenta e quatro anos, que não saía do Templo, louvou a Deus e falava do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém (Lc 2,36-38).
Tipo de conteúdo: Relato bíblico
Dois relatos do que vem depois
Em Lucas, terminadas as prescrições da Lei, a família volta para a Galileia, para a sua cidade de Nazaré (Lc 2,39). Em Mateus, a sequência é outra: depois da visita dos magos, um anjo avisa José em sonho para fugir para o Egito com o menino e sua mãe, porque Herodes vai procurar o menino para matá-lo; José parte de noite e fica no Egito até a morte de Herodes (Mt 2,13-15). Herodes manda matar os meninos de Belém de dois anos para baixo (Mt 2,16). Morto Herodes, o anjo manda voltar à terra de Israel; ao saber que Arquelau reinava na Judeia, José temeu e, avisado em sonho, retirou-se para a Galileia e habitou em Nazaré (Mt 2,19-23).
Os dois relatos não são harmonizados aqui. Lucas não menciona o Egito; Mateus não menciona a apresentação no Templo. Como um se encaixa no outro é questão que os estudiosos discutem.
Fontes: Evangelho segundo Lucas (Nova Vulgata); Evangelho segundo Mateus (Nova Vulgata)

Tipo de conteúdo: Relato bíblico
Jesus encontrado no Templo
Lucas diz que os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém na festa da Páscoa. Quando Jesus tinha doze anos, terminados os dias, ele ficou em Jerusalém sem que eles soubessem; procuraram-no entre parentes e conhecidos e, não o achando, voltaram a Jerusalém. Depois de três dias, o encontraram no Templo, sentado entre os doutores, ouvindo-os e interrogando-os, e todos se admiravam de sua inteligência. Maria lhe diz: «Filho, por que fizeste assim conosco? Teu pai e eu, aflitos, te procurávamos». Ele responde: «Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo estar naquilo que é de meu Pai?». «Eles não compreenderam a palavra que lhes dissera.» Desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso; e «sua mãe conservava todas essas coisas no seu coração» (Lc 2,41-51).

Tipo de conteúdo: Relato bíblico
A vida cotidiana em Nazaré
Sobre os anos de Nazaré, Lucas diz apenas que o menino crescia, se fortalecia e se enchia de sabedoria, e que a graça de Deus estava sobre ele (Lc 2,40), e que Jesus «progredia em sabedoria, em estatura e em graça diante de Deus e dos homens» (Lc 2,52). Os Evangelhos canônicos quase nada mais contam desses anos, e este site não os preenche com acontecimentos nem diálogos.
Tipo de conteúdo: Narrativa apócrifa
Relatos apócrifos da infância
Existem textos apócrifos que contam episódios da infância de Jesus. O Pseudo-Mateus, por exemplo, narra que, na fuga para o Egito, Jesus ordenou a uma palmeira que se inclinasse para que Maria colhesse seus frutos e a abençoou, prometendo que um de seus ramos seria levado ao paraíso (caps. 20-21). O episódio não está em Mateus. Outros apócrifos não foram pesquisados nesta edição.
Tipo de conteúdo: Liturgia e calendário
Calendário
O Calendário Romano Geral celebra a Apresentação do Senhor em 2 de fevereiro (festa), os Santos Inocentes em 28 de dezembro (festa) e a Sagrada Família no domingo dentro da oitava do Natal (festa).
Tipo de conteúdo: Arte e iconografia
Cenas da arte que não estão nos Evangelhos
As gravuras de Dürer mostram a circuncisão, a apresentação, a fuga, a estadia no Egito, com José trabalhando a madeira e anjinhos recolhendo cavacos, e Jesus entre os doutores. A pintura de Gerard David, «O Descanso na Fuga para o Egito» (cerca de 1512-15), mostra Maria sentada com o Menino em uma paisagem. O tema do «descanso» na fuga é da arte e da devoção; o texto de Mateus (2,13-15) não narra um descanso.
Fontes: Acervo Open Access do Metropolitan Museum of Art: obras sobre a vida de Maria; Evangelho segundo Mateus (Nova Vulgata)

Tipo de conteúdo: Questão ainda não esclarecida
O itinerário no Egito
As tradições sobre os lugares do Egito ligados à Sagrada Família não foram pesquisadas em fontes identificáveis nesta edição; por isso este capítulo não apresenta um itinerário.
Sem fonte específica: nota editorial do projeto.
Última verificação documental: · Revisão teológica humana: ainda não realizada.

