Tipo de conteúdo: Relato bíblico
O desposório
Lucas diz que Gabriel foi enviado a uma virgem «desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi» (Lc 1,26-27). Mateus conta que Maria, desposada com José, «antes de coabitarem» foi encontrada grávida pelo Espírito Santo (Mt 1,18). No ambiente judaico do relato, o desposório já criava um vínculo legal; os Evangelhos não descrevem a cerimônia.
Fontes: Evangelho segundo Lucas (Nova Vulgata); Evangelho segundo Mateus (Nova Vulgata)
Tipo de conteúdo: Relato bíblico
O anúncio a José, em sonho
Mateus narra que José, sendo justo e não querendo difamá-la, decidiu deixá-la em segredo. Enquanto pensava nisso, um anjo do Senhor lhe apareceu em sonho: «José, filho de Davi, não temas receber Maria como esposa, pois o que nela foi gerado vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e lhe darás o nome de Jesus». José acordou e fez como o anjo mandou: recebeu sua esposa e deu ao filho o nome de Jesus (Mt 1,19-25). Este é um anúncio diferente do feito a Maria, em Lucas, e o texto de Mateus não nomeia o anjo.
Tipo de conteúdo: Relato bíblico
O ofício de José
Os conterrâneos de Jesus perguntam: «Não é este o filho do carpinteiro?» (Mt 13,55); em Marcos: «Não é este o carpinteiro, o filho de Maria?» (Mc 6,3). Os Evangelhos não dizem mais sobre o trabalho de José nem sobre a data da sua morte.
Fontes: Evangelho segundo Mateus (Nova Vulgata); Evangelho segundo Marcos (Nova Vulgata)
Tipo de conteúdo: Doutrina da Igreja
Concepção virginal e virgindade perpétua
O Catecismo ensina que Jesus foi concebido «absque semine, ex Spiritu Sancto» (§ 496) e que a Igreja confessa a virgindade real e perpétua de Maria, inclusive no parto (§ 499). Nos §§ 500-501, ao tratar das passagens sobre os «irmãos de Jesus», afirma que a Igreja sempre as entendeu como não designando outros filhos da Virgem Maria.
Fontes: Catecismo da Igreja Católica, §§ 422-682 (Cristo; Maria)
Tipo de conteúdo: Narrativa apócrifa
José e as varas, segundo o Protoevangelho
O Protoevangelho de Tiago conta que, quando Maria tinha doze anos, os sacerdotes se perguntaram o que fazer com ela para não contaminar o santuário. O sumo sacerdote convoca os viúvos do povo, cada um com sua vara; de nenhuma sai sinal, até que de uma vara de José sai uma pomba e voa para a sua cabeça. José resiste, dizendo: «Tenho filhos, sou velho e ela é uma menina», mas acaba por aceitar a guarda da virgem (caps. 8-9). Nessa narrativa, José é um viúvo com filhos de outro casamento.
No Pseudo-Mateus, José recebe Maria e outras cinco virgens: Rebeca, Séfora, Susana, Abigeia e Cael (cap. 8-9). Em ambos, Maria é escolhida para fiar a púrpura e o escarlate do véu do Templo.
Fontes: Protoevangelho de Tiago (tradução em inglês); Evangelho do Pseudo-Mateus (tradução em inglês)
Tipo de conteúdo: Tradição cristã
Uma leitura antiga dos «irmãos de Jesus»
A imagem de José viúvo, com filhos de um casamento anterior, vem do Protoevangelho e foi usada em tradições antigas para explicar a menção a «irmãos» de Jesus nos Evangelhos (Mt 13,55; Mc 6,3). Ela não é ensino do Catecismo, que afirma a virgindade perpétua de Maria sem adotar essa narrativa. Pesquisas sobre o uso do termo «irmãos» e sobre as diferentes interpretações cristãs continuam pendentes e não são resumidas aqui.
Fontes: Protoevangelho de Tiago (tradução em inglês); Catecismo da Igreja Católica, §§ 422-682 (Cristo; Maria)
Tipo de conteúdo: Liturgia e calendário
Calendário
O Calendário Romano Geral celebra em 19 de março São José, esposo da Virgem Maria (solenidade), e no domingo dentro da oitava do Natal a festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José.
Tipo de conteúdo: Questão ainda não esclarecida
Idades e datas
Os Evangelhos não informam a idade de Maria nem a de José no desposório. O Protoevangelho diz que Maria tinha doze anos quando foi confiada a José e dezesseis no tempo da Visitação; são afirmações da narrativa apócrifa, não dos Evangelhos.
Última verificação documental: · Revisão teológica humana: ainda não realizada.

