Tipo de conteúdo: Nota editorial
O que os Evangelhos não dizem
Mateus e Lucas começam o seu relato com Jesus (Mt 1,18; Lc 1,26), e nenhum dos quatro Evangelhos canônicos conta o nascimento de Maria ou os seus primeiros anos. Tudo o que segue neste capítulo, até a liturgia, vem de textos apócrifos.
Sem fonte específica: nota editorial do projeto.
Tipo de conteúdo: Narrativa apócrifa
O nascimento
No Protoevangelho de Tiago, depois do encontro com Joaquim, passam os meses e Ana, no nono mês, dá à luz. A parteira pergunta o que ela teve e ouve: «uma menina». Ana diz: «Minha alma foi engrandecida neste dia», purifica-se, amamenta a criança e lhe dá o nome de Maria (cap. 5). O Pseudo-Mateus diz apenas que, cumpridos os nove meses, Ana deu à luz uma filha e lhe pôs o nome de Maria (cap. 4).
Fontes: Protoevangelho de Tiago (tradução em inglês); Evangelho do Pseudo-Mateus (tradução em inglês)

Tipo de conteúdo: Narrativa apócrifa
Os primeiros anos e a apresentação no Templo
O Protoevangelho conta que, aos seis meses, Maria deu sete passos e voltou ao colo da mãe; Ana, então, faz do quarto um santuário e não permite que nada comum ou impuro entre ali. Aos três anos, Joaquim chama «as filhas dos hebreus sem mancha», cada uma com uma lâmpada, para acompanhar a menina ao Templo. O sacerdote a beija, a abençoa e a faz sentar no terceiro degrau do altar; Maria dança e todo o povo a ama (caps. 6-7). Mais adiante, o texto diz que ela recebia o alimento da mão de um anjo (cap. 8).
No Pseudo-Mateus, aos três anos Maria é colocada na comunidade das virgens do Templo e sobe quinze degraus tão depressa que nem olha para trás, sem procurar os pais (cap. 4).
Fontes: Protoevangelho de Tiago (tradução em inglês); Evangelho do Pseudo-Mateus (tradução em inglês)

Tipo de conteúdo: Liturgia e calendário
As festas
O Calendário Romano Geral celebra a Natividade da Virgem Maria em 8 de setembro (festa) e a Apresentação da Virgem Maria em 21 de novembro (memória). Na Constituição Apostólica Munificentissimus Deus, Pio XII recorda que o Papa Sérgio I, ao prescrever litanias nas festas de Nossa Senhora, enumerava a Natividade, a Anunciação, a Purificação e a Dormição, o que mostra que a Natividade já era festa mariana em Roma no século VII.
Fontes: General Roman Calendar (Calendário Romano Geral); Constituição Apostólica Munificentissimus Deus (texto em português)
Tipo de conteúdo: Nota editorial
Liturgia, tradição e história
A liturgia celebra a pessoa de Maria, e as festas da Natividade e da Apresentação têm origem em tradição. Isso não significa que a Igreja afirme como fato histórico os episódios do Protoevangelho. Este site mantém as duas coisas separadas.
Sem fonte específica: nota editorial do projeto.
Tipo de conteúdo: Arte e iconografia
Duas imagens do nascimento
A pintura de Fra Carnevale (1467) situa a cena do Nascimento da Virgem em uma arquitetura clássica de colunas e arcos, com mulheres de vestes azuis e rosadas entrando pelo piso e outras, ao fundo, junto ao leito. A xilogravura de Dürer (cerca de 1503) mostra a cena em um quarto com cama de dossel, mulheres e um anjo em voo. São obras do século XV e XVI inspiradas na tradição, não documentos.
Fontes: Acervo Open Access do Metropolitan Museum of Art: obras sobre a vida de Maria
Tipo de conteúdo: Questão ainda não esclarecida
Lugar e data do nascimento
Nenhuma fonte consultada indica o lugar ou o ano em que Maria nasceu. Tradições locais (por exemplo, em Jerusalém e na Galileia) existem, mas não foram pesquisadas em fontes identificáveis nesta edição.
Sem fonte específica: nota editorial do projeto.
Última verificação documental: · Revisão teológica humana: ainda não realizada.

