Tipo de conteúdo: Relato bíblico
Junto à cruz, segundo João
«Estavam junto à cruz de Jesus sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Vendo Jesus sua mãe e junto dela o discípulo que amava, disse à mãe: "Mulher, eis aí teu filho". Depois disse ao discípulo: "Eis aí tua mãe". E desde aquela hora o discípulo a levou para sua casa» (Jo 19,25-27).
Em Mateus e em Marcos, as mulheres que olhavam de longe incluem Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e José, e (Mc) Salomé; nenhuma delas é chamada «mãe de Jesus» (Mt 27,55-56; Mc 15,40). Só João situa a mãe de Jesus junto da cruz.
Fontes: Evangelho segundo João (Nova Vulgata); Evangelho segundo Mateus (Nova Vulgata); Evangelho segundo Marcos (Nova Vulgata)
Tipo de conteúdo: Relato bíblico
A profecia de Simeão
Na apresentação no Templo, Simeão dissera a Maria: «uma espada atravessará a tua própria alma» (Lc 2,35). O Concílio Vaticano II relaciona essa profecia com a cruz.
Fontes: Evangelho segundo Lucas (Nova Vulgata); Constituição dogmática Lumen Gentium, capítulo VIII (Concílio Vaticano II)
Tipo de conteúdo: Tradição cristã
Quem é o discípulo amado
O quarto Evangelho não dá o nome do discípulo «que ele amava». A tradição o identifica com João, apóstolo. Em sua homilia em Éfeso (2006), Bento XVI o chama de testemunha privilegiada do momento em que Maria, unida ao Filho na oferta de seu sacrifício, estendeu a sua maternidade a todos os homens e mulheres, e o descreve como o único apóstolo que permaneceu no Gólgota com a Mãe de Jesus.
Fontes: Evangelho segundo João (Nova Vulgata); Homilia de Bento XVI diante do Santuário de Meryem Ana Evi, em Éfeso (29/11/2006)
Tipo de conteúdo: Doutrina da Igreja
Maria junto à cruz
O Concílio Vaticano II ensina que Maria avançou pelo caminho da fé, mantendo fielmente a união com o Filho até a cruz, junto da qual esteve, «não sem desígnio de Deus», padecendo profundamente com seu Filho único e associando-se com coração de mãe ao seu sacrifício; e que Jesus, agonizante, a deu por mãe ao discípulo (LG 58). Em sua homilia, Bento XVI vê nesse momento a ampliação da maternidade de Maria à humanidade.
Fontes: Constituição dogmática Lumen Gentium, capítulo VIII (Concílio Vaticano II); Homilia de Bento XVI diante do Santuário de Meryem Ana Evi, em Éfeso (29/11/2006)
Tipo de conteúdo: Relato devocional
As dores de Maria
A devoção às dores de Maria tem expressão litúrgica no Calendário Romano Geral: em 15 de setembro, memória de Nossa Senhora das Dores. A devoção das «Sete Dores», com sua lista, origem e orações, ainda não foi pesquisada em fontes identificáveis e por isso não é descrita nesta edição.
Tipo de conteúdo: Arte e iconografia
A Pietà: uma imagem devocional
O Cristo morto no colo da mãe é uma imagem devocional. O museu Liebieghaus, de Frankfurt, explica que grupos com o Cristo descido da cruz no colo da mãe eram populares no século XIV, que em alemão se chamam Vesperbild (de vespera, «tarde», pela oração das vésperas que recorda a deposição da cruz) e em inglês pietà (do italiano «piedade»), e que as pietàs têm caráter mais simbólico do que narrativo.
O Evangelho de João diz que José de Arimateia e Nicodemos retiraram o corpo e o envolveram em faixas com aromas (Jo 19,38-40), sem mencionar Maria nesse momento. A imagem da Pietà é, assim, posterior e devocional, e não descrição bíblica. A escultura alemã de cerca de 1435-40, do Cloisters, é um exemplo dessa tradição.
Fontes: Pietà (Liebieghaus Skulpturensammlung); Evangelho segundo João (Nova Vulgata)
Tipo de conteúdo: Arte e iconografia
Maria ajoelhada na Crucificação
Na pintura de Gerard David (cerca de 1495), Maria, de véu claro e manto escuro, está ajoelhada junto à cruz, com João; à direita, São Jerônimo e uma santa. Jerônimo viveu séculos depois: a pintura reúne, como é comum na arte devocional, personagens de épocas diferentes.
Fontes: Acervo Open Access do Metropolitan Museum of Art: obras sobre a vida de Maria

Última verificação documental: · Revisão teológica humana: ainda não realizada.

