Tipo de conteúdo: Relato bíblico
O que os textos dizem
Depois da Ascensão, os apóstolos voltaram do monte das Oliveiras a Jerusalém e subiram ao cenáculo; «todos eles perseveravam unânimes na oração, com as mulheres, com Maria, a mãe de Jesus, e com os irmãos dele» (At 1,12-14). É a última vez que o Novo Testamento nomeia Maria.
No relato de Pentecostes, «todos» estavam reunidos no mesmo lugar e foram cheios do Espírito Santo (At 2,1-4); o texto desse trecho não nomeia Maria.
Tipo de conteúdo: Relato bíblico
O que os Evangelhos da Ressurreição não dizem
Os relatos da Ressurreição em Mateus 28, Marcos 16, Lucas 24 e João 20-21 não mencionam a mãe de Jesus. Por isso, qualquer cena de encontro entre Jesus ressuscitado e sua mãe, na arte ou na devoção, é desenvolvimento posterior, e não relato explícito dos Evangelhos canônicos.
Fontes: Evangelho segundo Mateus (Nova Vulgata); Evangelho segundo Marcos (Nova Vulgata); Evangelho segundo Lucas (Nova Vulgata); Evangelho segundo João (Nova Vulgata)
Tipo de conteúdo: Doutrina da Igreja
Maria em oração com a comunidade
O Concílio Vaticano II ensina que, antes de Pentecostes, os apóstolos perseveravam em oração com Maria (At 1,14), «implorando Maria, com as suas orações, o dom daquele Espírito que já sobre si descera na anunciação» (LG 59).
Fontes: Constituição dogmática Lumen Gentium, capítulo VIII (Concílio Vaticano II)
Tipo de conteúdo: Arte e iconografia
Pentecostes e a presença de Maria
Na xilogravura de Dürer (cerca de 1510), uma pomba irradia luz sobre os apóstolos, e no centro está sentada uma figura feminina de véu, que a tradição artística identifica com Maria. Uma gravura de Marcantonio Raimondi (século XVI) é catalogada pelo Metropolitan Museum como Pentecostes em que «a Virgem está sentada rodeada pelos apóstolos». Atos 2,1-4 não nomeia Maria nesse momento: sua presença na imagem é escolha iconográfica, apoiada em At 1,14.
Fontes: Acervo Open Access do Metropolitan Museum of Art: obras sobre a vida de Maria; Atos dos Apóstolos (Nova Vulgata)
Tipo de conteúdo: Tradição cristã
Maria e João
No Evangelho de João, o discípulo amado leva a mãe de Jesus para sua casa (Jo 19,27). A tradição liga esse discípulo a João e, por isso, a cidades onde João viveu. Textos apócrifos antigos, segundo a Enciclopédia Católica (1912), favorecem Jerusalém: as cartas atribuídas a Inácio e o Livro da Dormição de Maria colocam os últimos tempos e o túmulo de Maria nessa região.
Fontes: Evangelho segundo João (Nova Vulgata); Tomb of the Blessed Virgin Mary (Enciclopédia Católica, 1912)
Tipo de conteúdo: Questão ainda não esclarecida
Jerusalém ou Éfeso?
Há duas tradições sobre onde Maria viveu e morreu. A Enciclopédia Católica de 1912 sustenta que a tradição é de Jerusalém, onde o túmulo de Maria é venerado no vale do Cedron desde a Antiguidade, e que nunca houve tradição antiga ligando a morte de Maria a Éfeso; o mesmo artigo registra que escritores modernos defendem Éfeso, e que a localização perto de Éfeso aparece nas meditações de Catarina Emmerich, publicadas em 1852. Em Éfeso, onde o Concílio de 431 proclamou Maria Mãe de Deus, há o santuário Meryem Ana Evi, visitado como peregrino pelos papas Paulo VI, João Paulo II (30 de novembro de 1979) e Bento XVI (29 de novembro de 2006).
A definição dogmática da Assunção, de 1950, não indica o lugar da vida terrena nem do fim da vida de Maria, e a Igreja não define essa questão. Este site não apresenta nenhum itinerário como comprovado.
Fontes: Tomb of the Blessed Virgin Mary (Enciclopédia Católica, 1912); Homilia de Bento XVI diante do Santuário de Meryem Ana Evi, em Éfeso (29/11/2006); Constituição Apostólica Munificentissimus Deus (texto em português)
Tipo de conteúdo: Tradição cristã
Pentecostes e a Mãe da Igreja
Em 2018, o Papa Francisco inscreveu no Calendário Romano a memória de Maria, Mãe da Igreja, na segunda-feira depois de Pentecostes, ligando a maternidade de Maria à vida da Igreja.
Fontes: Celebração da bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja (Vatican News)
Última verificação documental: · Revisão teológica humana: ainda não realizada.

