Maria na fé católica, parte 7 de 7

Maria, Mãe da Igreja

O título «Mãe da Igreja»: o que o Concílio Vaticano II ensina sobre a maternidade de Maria na ordem da graça, a declaração de Paulo VI em 1964 e a memória litúrgica instituída em 2018.

Referências bíblicas: Jo 19,26-27; At 1,14

Natureza do ensino: Ensino do Concílio Vaticano II (Lumen Gentium, cap. VIII) e disposição litúrgica de 2018

Gravura em preto e branco: uma pomba irradia luz no alto; abaixo, apóstolos reunidos, e no centro uma figura feminina sentada, de véu, com um livro no colo.
Albrecht Dürer, Pentecostes, da série A Pequena Paixão, cerca de 1510.Autoria: Albrecht Dürer. Acervo: The Metropolitan Museum of Art, Nova York. Licença: CC0 1.0 (Open Access do The Metropolitan Museum of Art). OrigemVer a obra inteira

Tipo de conteúdo: Relato bíblico

Os fundamentos bíblicos citados pela Igreja

A Igreja costuma ligar este título a Jo 19,26-27, em que Jesus, da cruz, diz à mãe «Mulher, eis aí teu filho» e ao discípulo «Eis aí tua mãe», e a At 1,14, que mostra Maria em oração com a primeira comunidade.

Fontes: Evangelho segundo João (Nova Vulgata); Atos dos Apóstolos (Nova Vulgata)

Tipo de conteúdo: Doutrina da Igreja

Mãe na ordem da graça

Lumen Gentium ensina que Maria cooperou de modo singular, pela fé, esperança e caridade, na obra do Salvador, e por isso é nossa mãe na ordem da graça (LG 61); essa maternidade perdura sem interrupção até a consumação dos eleitos (LG 62). Maria é também «membro eminente e inteiramente singular da Igreja», seu tipo e exemplar perfeitíssimo na fé e na caridade (LG 53), e a Igreja, imitando-a, também é mãe e virgem (LG 64).

Fontes: Constituição dogmática Lumen Gentium, capítulo VIII (Concílio Vaticano II)

Tipo de conteúdo: Decisão eclesial

A declaração de 1964

Segundo o noticiário oficial do Vaticano, o Papa Paulo VI, ao final da terceira sessão do Concílio Vaticano II, em 21 de novembro de 1964, declarou a Bem-Aventurada Virgem «Mãe da Igreja, isto é, de todo o povo cristão, tanto dos fiéis como dos pastores que a chamam de Mãe amantíssima». O texto original do discurso ainda não foi localizado e conferido aqui.

Fontes: Maria, Mãe da Igreja (Vatican News, 2020)

Tipo de conteúdo: Liturgia e calendário

A memória litúrgica de 2018

Em 11 de fevereiro de 2018, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos apresentou o decreto pelo qual o Papa Francisco estabeleceu que a memória da bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, fosse inscrita no Calendário Romano na segunda-feira depois de Pentecostes e celebrada todos os anos. O texto do decreto não foi localizado em português no sítio do Vaticano; a informação vem da notícia oficial.

Fontes: Celebração da bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja (Vatican News)

Tipo de conteúdo: Nota editorial

Este título é doutrina, não aparição

«Mãe da Igreja» é um título doutrinal e litúrgico. Não se refere a uma aparição, a uma imagem ou a um santuário específico; é a mesma Maria, mãe de Jesus, honrada nos outros títulos.

Sem fonte específica: nota editorial do projeto.

Última verificação documental: · Revisão teológica humana: ainda não realizada.